A Ferrari chamou o cara que desenhou o iPhone
para fazer… botões.
O novo Ferrari Luce, primeiro elétrico da marca, teve o interior criado pelo Jony Ive e pela equipe da LoveFrom.
Em vez de encher o carro de telas e menus infinitos, eles fizeram o caminho inverso.
Botões usinados em alumínio, comandos físicos, seletores táteis, tudo à vista e à mão.
Nada de se enfiar em três submenus para mudar a temperatura do ar.
O Luce é 100% elétrico, mais de 1.000 cv, plataforma nova, quatro motores, toda a tecnologia que você espera de um Ferrari de 2026.
Mas o que mais chama atenção não é o número de telas,
é a coragem de voltar para o básico:
o que você mais usa ganha um botão de verdade.
Volante de três raios inspirado nos anos 60,
painel híbrido analógico-digital,
controles mecânicos pensados para serem reconhecidos pelo toque,
vidro e alumínio em tudo que você encosta.
Enquanto metade da indústria transforma o carro numa TV com rodas,
a Ferrari faz um elétrico que parece dizer:
“se você está dirigindo a 250 km/h, não deveria caçar função em tela.”
Pra quem trabalha com produto, serviço ou experiência, é um baita insigh:
Bom design não é mostrar tudo que você consegue fazer.
É facilitar a vida de quem usa.
É mapear quais 5% dos comandos são usados em 80% do tempo
e dar a eles o melhor lugar, o melhor toque, o melhor acesso.
O resto pode ficar escondido,
mas o essencial precisa ser óbvio.
O luxo, nesse nível, não está só no cavalo rampante,
no vidro especial ou na ficha técnica.
Está em não fazer o usuário pensar demais
para fazer o que ele faz o tempo todo.
Se você está redesenhando um site, um app, uma jornada de atendimento
e saiu colocando “telas” em tudo,
talvez valha olhar o Luce com cuidado:
quem sabe o que faz está voltando para o botão certo no lugar certo.
Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.
Na Bossa Consultoria, eu ajudo marcas a criar experiências de alto valor
que respeitam o tempo, a atenção e o gesto do cliente.
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