Air France colocou um espumante sem álcool na La Première, sua primeira classe

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Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Air France colocou um espumante sem álcool na La Première, sua primeira classe.

O que era uma "tendência de reports", está se transpondo pro mundo real.

O rótulo é o French Bloom, selecionado pelo Xavier Thuizat, sommelier-chefe da Air France. Ou seja, não entrou como alternativa secundária. Entrou como parte do ritual de celebração do topo do topo.

E tem outro detalhe que quase passa batido: a Moët Hennessy (LVMH) fez um investimento estratégico no French Bloom, assumindo uma participação minoritária. Quando um grupo desse tamanho mexe ficha, não é porque “zero álcool está na moda”. É porque o hábito já virou comportamento relevante dentro do premium.

O ponto interessante é que isso não nega o champagne. Convive com ele.

Hoje, o mesmo cliente que acorda, toma bebida proteica e vai treinar, ainda abre um Dom Pérignon à noite. E isso pode seguir assim por muito tempo: o luxo é mestre em adicionar camadas sem matar o ritual anterior.

A pergunta que fica (e ninguém tem a resposta perfeita) é: quando esse “conviver” vira “trocar”?

Marcas que querem operar alto valor precisam parar de tratar o zero álcool como linha lateral. Ele já entrou no menu principal, literalmente.

Construir desejo, agora, também é saber oferecer o brinde certo para cada hábito, sem perder o código do luxo.

Se você está olhando para 2026 e ainda planeja bebida, hospitalidade e experiência como se o consumo fosse o mesmo de 5 anos atrás, você está atrasado no detalhe que muda a percepção.

Sou Ricardo Piochi. Construo marcas desejadas e inevitáveis para a próxima era, a partir das estratégias do luxo.

Qual é o seu palpite: o zero álcool vai ficar como opção paralela do premium, ou vira padrão em alguns contextos?

#branding #zeroalcool #airfrance #firstclass

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