Denza, Wey, Zeekr.
Mas você pode chamar de BMW, Mercedes e Audi da China.
E, em pouco tempo, do Brasil também?
No Salão do Automóvel de São Paulo,
as marcas de luxo ficaram de fora.
Esse vazio abriu espaço.
E quem ocupou foram as chinesas.
Com estandes cheios, filas e muita curiosidade.
Preço agressivo.
Tecnologia pesada.
Design cada vez mais próximo do que o público aqui já chama de “premium”.
Em alguns casos, o valor chega a ser metade
do que um europeu cobra.
Com uma proposta de conforto, acabamento e recursos que, no papel, parece muito parecida.
O que ainda não veio no mesmo nível foi o tempo de marca.
Décadas de construção de imagem.
História.
Herança.
Mas isso é justamente o ponto.
Se o consumidor começa a perceber qualidade e vantagem clara
em um carro que custa metade,
essa diferença de imagem é uma conta que pode apertar para as marcas europeias nos próximos anos.
Esse é o insight principal:
quando produto, preço e tecnologia se alinham,
o tempo começa a trabalhar a favor dessas novas marcas.
Hoje, Denza, Wey e Zeekr ainda soam estranhas no ouvido.
Se nada mudar, em poucos anos
podem virar aquele tipo de nome que todo mundo reconhece na rua,
discute no grupo de amigos
e considera na hora de trocar de carro.
Marcas de desejo podem nascer assim também:
Primeiro pelo que entregam.
Depois pelo que passam a representar.
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Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.
Na bossa Consultoria , eu ajudo marcas a se reposicionarem,
quando o jogo muda e novos concorrentes começam a ocupar o imaginário do cliente.