Denza, Wey, Zeekr

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Denza, Wey, Zeekr.

Mas você pode chamar de BMW, Mercedes e Audi da China.

E, em pouco tempo, do Brasil também?

No Salão do Automóvel de São Paulo,

as marcas de luxo ficaram de fora.

Esse vazio abriu espaço.

E quem ocupou foram as chinesas.

Com estandes cheios, filas e muita curiosidade.

Preço agressivo.

Tecnologia pesada.

Design cada vez mais próximo do que o público aqui já chama de “premium”.

Em alguns casos, o valor chega a ser metade

do que um europeu cobra.

Com uma proposta de conforto, acabamento e recursos que, no papel, parece muito parecida.

O que ainda não veio no mesmo nível foi o tempo de marca.

Décadas de construção de imagem.

História.

Herança.

Mas isso é justamente o ponto.

Se o consumidor começa a perceber qualidade e vantagem clara

em um carro que custa metade,

essa diferença de imagem é uma conta que pode apertar para as marcas europeias nos próximos anos.

Esse é o insight principal:

quando produto, preço e tecnologia se alinham,

o tempo começa a trabalhar a favor dessas novas marcas.

Hoje, Denza, Wey e Zeekr ainda soam estranhas no ouvido.

Se nada mudar, em poucos anos

podem virar aquele tipo de nome que todo mundo reconhece na rua,

discute no grupo de amigos

e considera na hora de trocar de carro.

Marcas de desejo podem nascer assim também:

Primeiro pelo que entregam.

Depois pelo que passam a representar.

—-

Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.

Na bossa Consultoria , eu ajudo marcas a se reposicionarem,

quando o jogo muda e novos concorrentes começam a ocupar o imaginário do cliente.

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