Durante anos, a Victoria’s Secret ensinou o mundo a desejar.
Hoje, tenta reaprender o que é ser desejada.
A marca que transformou lingerie em espetáculo global agora enfrenta o desafio da reinvenção.
Os desfiles icônicos, as Angels, o glamour, tudo o que um dia foi sinônimo de aspiração, virou símbolo de um modelo ultrapassado.
De 2021 pra cá, o valor de mercado da Victoria’s Secret caiu de US$ 3,8 bilhões para cerca de US$ 2,4 bilhões.
Não é só sua imagem que perdeu força, é valor real evaporando.
Durante anos, a marca se apoiou em um ideal único de beleza: o corpo perfeito.
Enquanto isso, novas marcas surgiram atendendo necessidades específicas e comunidades autênticas: mulheres reais, corpos diversos, bem-estar acima da fantasia de angel.
Quando o mundo fragmentou o ideal, a Victoria’s Secret continuou tentando falar com todos, e perdeu o elo de conexão com seu consumidor.
O retorno do desfile tenta reposicionar a marca:
casting diverso, discursos mais inclusivos, estética atualizada.
Mas o público ainda parece dividido entre nostalgia, desconfiança e indiferença.
O problema é que o desejo mudou de endereço.
Hoje, ele está nas marcas que nascem com verdade,
não nas que tentam adaptar um discurso antigo ao novo mundo.
Talvez o caminho da Victoria’s Secret não seja voltar a ser uma marca gigante,
mas abraçar o nicho que sempre foi sua origem: o da mulher que quer se sentir sexy, mas do próprio jeito, no próprio tempo.
Porque marcas de desejo não sobrevivem de passado,
mas da coragem de se tornar outra coisa.
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