O marketing adora inventar buzzwords. A The Ordinary resolveu traduzi-las

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Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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O marketing adora inventar buzzwords. A The Ordinary resolveu traduzi-las.

A marca construiu reputação vendendo fórmulas simples, ciência clara e preços honestos.

Agora lança The Periodic Fable, uma campanha que transforma buzzwords vazias em elementos com zero ciência.

Eles criaram uma tabela periódica com 49 “palavras inventadas”:

medical grade, eternal youth, rare ingredients, fat freezing,

e mostram que muitos rótulos dependem mais de marketing do que de eficácia real.

No vídeo, uma sala de aula distópica projeta esses termos enquanto estudantes hipnotizados repetem as promessas, até que alguém quebra o ciclo.

A marca diz:

“De promessas vazias a padrões impossíveis, por tempo demais, nossa indústria ensinou o conceito errado de beleza.”

A The Ordinary está construindo desejo onde o mercado construiu hype.

Ela vende commodity, mas com uma estratégia de marca tão clara que vira objeto de desejo.

Enquanto outros apostam em embalagens de luxo, ela aposta em transparência, coerência e confiança.

Lições que valem para qualquer categoria:

• Transparência acumulada gera autoridade, porque o consumidor aprende a desconfiar.

• Se sua marca depende de “palavras bonitas” para vender, esse castelo vai ruir.

• O produto pode ser bom, mas a narrativa precisa ser verdadeira.

• Valor real não sobrevive de hype, sobrevive de coerência repetida.

Enquanto muitas falam de “ingredientes raros” para justificar preço,

a The Ordinary expõe que “raro” quase nunca é sinônimo de eficaz.

Em vez de inflar rótulos, faz o consumidor olhar com desconfiança para os rótulos inflados.

No universo do desejo, isso é poderoso.

Porque as marcas que duram não vendem apenas produto,

vendem coerência, e um discurso que sustenta valor.

#Branding #Luxo #Transparência

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