O mercado de luxo é como um avião

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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O mercado de luxo é como um avião.

O erro das marcas é achar que todos estão sentados na primeira classe.

Na aviação executiva, como no luxo, há classes e altitudes diferentes.

E entender onde o seu cliente está sentado muda tudo: discurso, produto, serviço, preço.

Na “econômica”, estão os que usam helicópteros pontualmente, uma viagem de trabalho, uma urgência, uma reunião.

É a compra racional, feita pela empresa, onde o tempo é o ativo mais caro.

Depois vem o lazer: o fim de semana no litoral ou no campo.

Aqui, o dinheiro é pessoal e o tempo, prazer.

Sobe um nível, entra o executivo que faz bate-volta de 400 km num King Air,

procura eficiência, não ostentação.

Na “executiva”, o voo muda de escala:

São Paulo–Trancoso, São Paulo–Brasília, São Paulo–Rio.

Um jato próprio, conforto, imagem e ritmo.

Negócios e prazer se misturam.

E na “primeira classe”?

É quem cruza o Atlântico sem escala, 10 ou 12 horas de voo,

pagando meio milhão de dólares e fazendo isso várias vezes por ano.

Quando falamos de “ricos”, é sobre isso que falamos:

não de uma categoria, mas de um gradiente de comportamento.

O que é símbolo para um, é rotina para outro.

O que é luxo para um, é conveniência para outro.

E é aí que a maioria das marcas erra:

fala com todos do mesmo jeito e não conecta com ninguém.

Entender o luxo é entender o itinerário antes de oferecer o assento.

Na Agência Folhetim, criamos estratégias que falam com cada uma dessas classes de ricos,

porque no luxo, comunicação eficaz é saber a altitude do seu cliente.

#Branding #Luxo #Comportamento #AviaçãoExecutiva

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