O Uber entrou no luxo.
E fez isso de um jeito bem mais estruturado do que parece.
Quem achava que o Black era o limite, agora tem o Uber Elite (isso que é junção de superlativos).
Um serviço com chofer, carro novo, atendimento direto e uma série de detalhes que mudam a experiência:
– meet & greet dentro do aeroporto
– pedido personalizado (até champanhe)
– contato direto com o motorista
– suporte humano disponível o tempo todo
São pequenas coisas, mas que mudam completamente a percepção de valor.
O movimento mais relevante está na decisão de como operar isso.
O Uber não tentou adaptar a base de motoristas atual.
Foi lá e comprou a Blacklane, uma empresa especializada nesse tipo de serviço, presente em mais de 60 países.
Por que a qualidade desta experiência não nasce de ajuste incremental.
Nasce de padrão.
E isso mostra o caminho estratégico que definiram pro futuro.
São 2 bem distintos:
1. Investiu US$1,25 bi na Rivian para fazer 10mil táxis autônomos.
2. E agora compra o ápice do serviço humano.
Um deles continua puxado por escala.
Corridas mais baratas, rápidas, cada vez mais automatizadas.
O outro cresce por valor.
Corridas planejadas, com mais serviço, mais previsibilidade, mais contato humano.
São duas lógicas diferentes.
Uma depende de tecnologia para ganhar eficiência.
A outra depende de execução para sustentar percepção.
E dificilmente uma substitui a outra.
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Sou Ricardo Piochi. Construo marcas desejadas e inevitáveis para a próxima era, a partir das estratégias do luxo.
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