Por que é tão difícil construir um produto para o mercado de luxo?

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Por que é tão difícil construir um produto para o mercado de luxo?

Eu converso com muitas empresas que querem atingir o público “de luxo”.

Mas na prática, a maioria tem uma visão míope.

E o principal motivo é simples:

elas não pertencem a esse mercado.

O primeiro ponto é que dentro do luxo existem muitos perfis diferentes de consumidor.

E não, não é só a velha divisão de “novo rico” e “velho rico”.

O novo rico do Sul é diferente do novo rico do Nordeste,

que é completamente diferente do de São Paulo.

Existem elementos que os unem, claro,

mas quando você tenta encontrar “o que todos têm em comum”,

acaba criando um produto genérico,

e o luxo morre na personalização que não acontece.

O segundo ponto é que esse cliente já tem tudo.

Então o que você vende não precisa resolver um problema prático.

Precisa acessar um espaço mental:

de pertencimento, de status, de significado.

Ele precisa acreditar que aquilo é melhor do que o que ele já tem.

E isso exige um produto pensado para provocar movimento emocional,

não apenas funcional.

Outro erro clássico:

quem cria para o luxo costuma olhar de fora,

e tenta entender esse consumo com a sua própria régua.

Mas quem ganha 3 mil vender uma bolsa de 30 mil para alguém que tem 300 é outra lógica.

E se o vendedor não acredita nesse consumo,

nunca vai conseguir convencer quem compra.

É o que sempre repito em treinamento:

não coloque a sua lente pessoal sobre o consumo do outro.

Ele tem outra história, outro dinheiro, outra relação com o tempo e com o valor.

E o ponto final:

quando dinheiro não é problema, tudo o resto vira.

Esse cliente nota o que ninguém nota,

questiona o que ninguém questiona,

e compara o que ninguém teria coragem de comparar.

Ele tem tempo, repertório e poder de escolha.

E é justamente por isso que criar para ele é tão difícil.

Essa é a visão nua e crua sobre criar produtos de luxo,

sem julgamento, mas com a realidade que o mercado exige.

Na Bossa, desenhamos estratégias que transformam produto em desejo.

Na Folhetim, traduzimos esse desejo em comunicação.

#Branding #Luxo #EstratégiaDeMarca

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