Tem produto que não nasce para vender. Nasce para aparecer.
A Crocs lançou uma clog em parceria com a LEGO.
À primeira vista, é estranha.
E exatamente por isso, vai funcionar.
Tem momentos em que marca de desejo precisa parar de otimizar para uso comum e começar a decidir para imagem, memória e conversa. Não para vender em volume, mas para ocupar espaço na cabeça do consumidor.
Crocs e LEGO, juntas, não fazem sentido funcional.
O uso original da LEGO é construir.
O da Crocs é se locomover.
Misturar os dois não melhora nenhum dos dois usos.
E ainda assim, faz todo o sentido.
Porque esse tipo de produto não nasce para resolver problema prático.
Nasce para gerar buzz, fila, boca a boca, colecionismo e reforço de identidade.
É o tipo de decisão que não se mede por utilidade, mas por:
quanto a marca se espalha, quanto vira assunto, quanto fortalece repertório cultural, quanto cria desejo por associação.
Esse é o tipo de peça que vira referência.
Não porque todo mundo vai usar.
Mas porque todo mundo vai comentar.
Toda marca deveria se perguntar, olhando para seu portfólio:
qual é o produto que não precisa existir, mas que faz a marca crescer?
O uso comum sustenta o negócio.
O uso inesperado sustenta o desejo.
Sou Ricardo Piochi. Construo marcas desejadas e inevitáveis para a próxima era, a partir das estratégias do luxo.
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