Todo mundo lembra da Abercrombie & Fitch Co. da década passada

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Todo mundo lembra da Abercrombie & Fitch Co. da década passada.

Mas poucos sabem da força que ela tem hoje.

Na NRF 2026, a CEO contou como conseguiram sair do cancelamento,

para voltar a se tornar uma marca de crescimento consecutivo.

Eram lojas escuras, som alto, perfume forte.

Modelos sarados na porta, sem camisa, na neve de Nova York.

Era o pico do desejo para muita gente jovem.

E também o resumo de tudo o que a marca virou:

excludente, sexualizada, sem espaço para quem não cabia naquele padrão.

A conta chegou.

Escândalos do CEO, mudança de cultura, redes sociais expondo tudo.

A marca virou exemplo negativo.

Vendas em queda, reputação no chão, lojas vazias.

A virada começa quando entra uma nova leitura de liderança.

Fran Horowitz assume o comando em 2017

e faz algo que parece simples, mas quase ninguém faz de verdade:

ouve o consumidor.

Equipe indo para jogo de futebol, happy hour, viagem de fim de semana com cliente

para entender como essa pessoa vive, se veste, o que valoriza.

O resultado dessa escuta ativa se traduziu em 3 frentes:

– Produto mais adulto, versátil, com qualidade melhor.

Menos logo gigante gritando marca, mais roupa que dura e cabe em várias ocasiões.

– Posicionamento menos adolescente, mais “vida real”:

foco em jovens adultos, ocasiões como viagens, casamentos, fins de semana com amigos.

– Cultura interna baseada em escuta, autonomia de time e ajuste rápido de coleção.

Os números mostram que não é só narrativa:

em 2024, a empresa faturou quase US$ 5 bilhões,

crescimento de cerca de 16% versus o ano anterior,

com lucro subindo mais de 70%.

Mas o ponto aqui não é “copiar a Abercrombie”.

É lembrar o óbvio que muita marca ignora:

para construir desejo em 2026,

você precisa ouvir o consumidor de forma séria, profunda e recorrente,

antes de redesenhar campanha, logo ou arquitetura de loja.

Entender o que ficou tóxico,

o que ainda faz sentido,

e onde está a oportunidade de criar algo que as pessoas realmente queiram usar,

sem vergonha de serem vistas com aquilo.

Na Bossa, a gente começa daí:

escuta estruturada, leitura de desejo, diagnóstico do que precisa morrer

e do que pode virar o “capítulo dois” da marca.

Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.

Se você sente que sua marca está mais perto da fase “modelos na porta”

do que da fase “crescimento consistente”,

talvez seja hora de ouvir antes de falar.

#NRF2026 #AbercrombieFitch #Branding #TurnaroundDeMarca

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