A Daslu vai virar hotel?

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Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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A Daslu vai virar hotel?

A marca, hoje com a Mitre, já vinha nesse movimento de sair do varejo e virar um projeto de lifestyle. Primeiro o residencial. Agora, hotel.

O projeto será em São Paulo, com abertura prevista para 2029, na Melo Alves com Oscar Freire. Serão apenas 70 quartos, com três restaurantes.

A ideia é clara: colocar a Daslu na hospitalidade de luxo, não só como nome, mas como experiência.

O ponto que realmente importa está em quem vai operar.

Não é a Daslu.

É o grupo francês Barrière.

Eles têm hotéis em Paris, Cannes, Courchevel, Nova York. Não são gigantes. São exclusivos e consistentes no que importa: serviço e experiência bem feita.

Isso muda bastante a leitura.

A Daslu entra com o nome, com o imaginário.

A Barrière entra com a entrega.

E é isso que define se funciona.

Extensão de marca no luxo costuma dar errado quando o nome vai sozinho. Já vimos isso algumas vezes. Marca forte tentando virar hotel, residência, qualquer coisa… e perdendo força no caminho.

Aqui parece mais bem resolvido.

O nome abre a porta.

Quem sustenta a experiência é quem sabe operar.

“A Daslu é o símbolo máximo de hiper-luxo e exclusividade que definiu a elite paulistana por décadas. A Barrière cultiva esses mesmos valores há mais de um século na Europa. Quando vimos esse DNA em comum, a parceria fez sentido”, disse o CEO francês.

Se cada lado fizer bem o seu papel, tem tudo para funcionar.

Se não, vira mais um projeto bonito com nome forte e pouca consistência.

No luxo, o cliente percebe rápido.

E a Mitre não quer parar aí. Já fala em lançar o Daslu Members Club, com acesso a experiências no Brasil e no exterior, incluindo hotéis da Barrière.

Expansão de marca não é branding.

É estratégia com operação funcionando junto.

É isso que a gente constrói na Bossa.

#branding #daslu #barriere #hoteldeluxo

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