Apareceu essa vaga no Linkedin!

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Apareceu essa vaga no Linkedin!

Esse tipo de posição quase nunca fica visível.

Então vale olhar com atenção.

Se eu estivesse sentado nessa cadeira, tem alguns pontos que eu priorizaria.

O primeiro é o cliente.

Já visitei a Maison em Paris e a loja histórica da Place Vendôme. O que mais chama atenção não é o produto, é o nível de cuidado com quem compra muito.

Salas privativas, incrivelmente decoradas.

Um apartamento dentro da loja. Atendimento pensado para quem movimenta milhões.

Esse cliente não é só relevante. Ele é o que puxa o resto.

E tem um detalhe importante: ele é global.

Atender bem no Brasil não significa vender só no Brasil.

Significa entrar no circuito desse cliente no mundo inteiro.

Isso transforma CRM em prioridade real, não ferramenta de apoio.

Especialmente em um mercado como o Brasil, onde a Cartier tem poucas lojas próprias e depende bastante de parceiros.

O segundo ponto são os relógios.

A joalheria é o pilar histórico da marca, mas os relógios estão voltando com força.

Existe hoje uma nova geração de interesse, especialistas, conteúdo e comunidade.

Se eu estivesse nessa posição, me aproximaria muito desse ecossistema:

especialistas, colecionadores, revendas.

Cartier já tem ícones suficientes.

O trabalho é recolocar esses ícones no lugar certo.

Terceiro ponto: e-commerce.

Mesmo com todas as limitações, segurança, logística, ticket alto, ele é uma alavanca relevante.

Principalmente em um país onde o acesso físico é limitado.

Não substitui a loja.

Mas amplia o alcance de quem já deseja a marca.

Quarto ponto: Brasil.

Maison global normalmente tem pouca abertura para criação local.

Mas o Brasil tem repertório próprio de luxo.

Eventos, cultura, lifestyle, relações.

Existem oportunidades claras de conexão local que não passam por “tropicalizar” a marca, mas por colocá-la no contexto certo aqui.

E por último, uma curiosidade que diz muito:

A operação no Brasil tem cerca de 32 pessoas.

Isso mostra o tamanho do desafio.

Luxo no Brasil exige eficiência extrema.

Equipe enxuta, muita responsabilidade distribuída e pouco espaço para erro.

(Claro, tudo isso é uma leitura de fora. Não conheço os planos internos da marca.)

Mas fico curioso:

O que você faria diferente nessa posição?

#cartier #branding #luxo

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