Como a do bem™ virou marca de desejo num mar de suco igual

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Como a do bem™ virou marca de desejo num mar de suco igual.

E espera fazer isso de novo!

A Do Bem não nasceu para competir com “suco de caixinha”.

Nasceu para competir com aquela sensação de

“isso aqui não é bem o que eu queria beber”.

E é aí que começa o desejo.

Marcos Leta, fim de tarde no Rio, suco espremido na hora:

“Por que ninguém coloca esse suco aqui dentro de uma caixinha, sem estragar?”

Uma tese simples:

um suco pronto, o mais próximo possível do feito em casa, sem açúcar, sem química escondida.

Quando o suco de laranja integral chega em 2009, ele já é um manifesto:

Laranja, laranja e mais nada.

É um “não” para a categoria inteira que prometia fruta e entregava néctar, aroma e aditivo.

Produto de desejo aqui não é “disruptivo”.

É só alguém respondendo, com honestidade, o que muita gente sentia e não dizia.

Com uma missão simples: “Bebidas verdadeiras”, fruta de verdade na caixinha.

Você consegue explicar a marca em uma frase.

Nome em minúsculas, asa, cores chapadas, desenho simples.

A caixinha parece um pôster, não um catálogo de fruta brilhante.

Você reconhece de longe.

A embalagem não manda “agite antes de beber”.

Ela conta uma história curta, faz um comentário, puxa assunto.

Isso aproxima.

Transforma rótulo em personagem.

A marca mostra de onde vem a fruta, como é o processo, por que não tem açúcar.

Em vez de esconder a fábrica, acende a luz.

“Pode olhar, não tem truque.”

Primeiro entra onde o estilo de vida já é desejado,

para só então ganhar escala.

Água de coco, chás, funcionais, vegetais, barrinhas.

Sempre em torno de saudabilidade, leveza, diversão.

Não vira “marca de tudo”, mas do “o que me faz bem”.

Quando a marca amadurece, vira lugar.

A Casa do Bem, em Ipanema, leva tudo isso para a vida real.

Aulas de yoga, funcional, feira orgânica, talks de bem estar.

Suco à vontade, programação aberta, endereço desejado.

Com isso:

tira a marca da caixinha,

transforma discurso em experiência,

ancorando em lifestyle.

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A Ambev compra a Do Bem em 2016.

A marca ganha músculo de distribuição, mas se perde dentro do portfolio e some do radar cultural.

Em 2025, a marca muda de mão de novo.

Vai para a Tial, como plataforma de bebidas mais saudáveis.

O símbolo desse novo capítulo é uma bebida vegetal de babaçu.

Babaçu não é só um ingrediente da moda.

É Norte e Nordeste, quebradeiras de coco, floresta em pé, renda local.

Escolher o babaçu recoloca a Do Bem num lugar interessante:

saudabilidade, vegetal, brasilidade profunda, impacto real.

Se no começo a promessa era “fruta de verdade na caixinha”,

agora o código pode ser “ingrediente brasileiro de verdade, com consequência, na caixinha”.

A tese continua a mesma,

o cenário mudou.

Marca de desejo é isso.

É aquela que, se some da gôndola, alguém sente falta.

#branding #dobem #desejo #marcas

Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.

Na ​bossa Consultoria​, a gente ajuda marcas a sair do “produto correto” e entrar nesse lugar de falta, memória e escolha espontânea.

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Quer aplicar esses princípios à sua marca?

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