Como marcas do agro estão construindo desejo?

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Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Como marcas do agro estão construindo desejo?

Não é sobre luxo, é sobre necessidade.

Enquanto todo mundo olha para saca, arroba e hectare, algumas marcas estão mexendo em outra conta: a do pertencimento.

No agro, ninguém compra só com a razão.

O produtor decide com a necessidade muito clara na cabeça, mas leva para casa aquilo que conversa com a história dele, com o jeito que ele quer ser visto na fazenda, na cidade e na própria família.

Desejo no agro nasce desse equilíbrio, entre o que resolve um problema real e o que vira símbolo.

Entre a máquina que entrega produtividade e o emblema na grade do carro, no boné, na jaqueta.

É necessidade mais narrativa, mais identidade.

Quando esses três elementos se alinham, a marca deixa de ser “opção de preço” e vira escolha quase automática.

Ex 1: transformar máquina em universo.

A John Deere fez isso com consistência.

É tecnologia, serviço e, ao mesmo tempo, uma cultura em torno da marca, de hubs de relacionamento a coleções de roupas e acessórios que esgotam em feiras e lojas especializadas.

A pessoa não compra só o equipamento, compra o direito de usar aquele verde como segundo sobrenome.

Ex 2: picape como ferramenta e como declaração.

A Ram virou objeto de desejo do agro brasileiro. Em poucos anos, saltou de centenas para dezenas de milhares de unidades vendidas, com crescimento acima de 70% em 2024.

A marca fala de força, conforto e exclusividade, e constrói um estilo de vida em torno da picape grande, da viagem em família à chegada na cidade depois da colheita.

Ex 3: quando a “caminhonete gigante” vira símbolo de ofício.

A F-150 vem ocupando esse lugar de desejo no imaginário do campo: potência de caminhão, acabamento de carro de luxo, presença constante em eventos agro e experiências dedicadas, como o F-150 Day, que junta teste real, lifestyle country e conversa com quem puxa boi e insumo todo dia.

No fim, é a mesma lógica: resolver trabalho pesado e, ao mesmo tempo, contar uma história sobre quem está dirigindo.

Quando você olha com atenção, a estratégia se repete:

máquinas, picapes, insumos e serviços que entregam resultado, mas também oferecem um enredo no qual o produtor quer se enxergar. Desejo, no agro, não é exagero urbano. É a camada simbólica em cima de algo que precisa funcionar todo dia, na chuva e na seca.

Qual outra marca tem feito isso bem?

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Se você quer construir uma marca de desejo dentro do agro, sem perder a conexão com a realidade do produtor, é aqui que a bossa Consultoria entra.

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