Ford perdeu US$ 4,7 bilhões só na divisão de elétricos em 2023, o maior prejuízo desde a recessão.
A Honda anunciou perdas equivalentes a R$ 27 bilhões com a reavaliação da sua estratégia global de EVs.
E, pela primeira vez, a Ford foi ultrapassada pela BYD em vendas globais.
Não é pouco dinheiro.
E talvez o problema não esteja no carro elétrico em si.
Está na percepção do consumidor.
Nos EUA e na China, a rede de carregamento finalmente chegou a um nível aceitável.
Você sai de casa sem fazer conta mental de autonomia.
No Brasil e em grande parte do mundo, a história é outra.
País continental, infraestrutura incipiente, pouca política pública coordenada.
E montadoras ainda tímidas na construção do ecossistema.
A desconfiança do consumidor gira em torno de dois pontos muito claros:
1. A bateria vai dar problema?
Isso se resolve com garantia longa, comunicação clara e histórico de confiabilidade.
2. Onde eu carrego?
Esse é estrutural.
Depende de investimento privado, incentivo público e visão de longo prazo.
Enquanto isso, as fabricantes colocam bilhões em P&D, lançam modelos cheios de tela, conectividade, modos de condução futuristas…
mas deixam a principal dor sem resposta.
A eletrificação é inevitável.
Mas o timing de adoção não é ditado por tecnologia.
É ditado por segurança percebida.
Mais um exemplo clássico de mercado:
não adianta empurrar inovação se o básico ainda gera insegurança.
O consumidor não compra potência ou software.
Ele compra tranquilidade.
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