O Itaú reabriu sua sala VIP em Guarulhos e tirou o próprio logo da porta.
Mais de mil metros em madeira, um Portinari fora do museu, nenhuma marca do banco na entrada. If you know, you know.
O contraste com o que a gente conhece é o que explica a sacada.
Outro dia, a caminho do meu voo, passei pela fila de sempre de um lounge de cartão.
Me perguntei se alguém ali dentro se sente, de fato, especial para o banco (ou se a fila já matou essa ilusão). Porque pior do que esperar em pé é entrar: poltrona de plástico quente, luz branca, queijo "sabor" brie no bufê.
A Sala Pedra Preta é o oposto disso.
São 34 obras de 19 artistas: Beatriz Milhazes, Vik Muniz, Di Cavalcanti. No teto, um painel feito à mão pelo Estúdio Campana, projeto do escritório Perkins&Will. O menu é do Evvai, que acaba de levar três estrelas Michelin, com vinhos da Juliana Carani.
E tem uma camada ainda mais restrita: uma área só para o Itaú Private, com salas privadas que se reservam pelo app, e oito mesas que vão virar o ponto de encontro de quem faz o PIB.
Mas o que mais me marcou não foi nada disso.
Os Setubal são mecenas da arte brasileira há décadas. Itaú Cultural, um dos acervos de referência do país, presença nos conselhos dos grandes museus. O que fizeram aqui foi pendurar numa sala de embarque o tipo de obra que normalmente vive trancada em coleção, ou na casa deles.
E, antes de desenhar um metro, o banco montou um conselho com 12 dos clientes que mais voam. Perguntou o que dói num aeroporto e construiu a resposta.
Não criaram algo do zero pra chamar atenção. Ouviram quem ia sentar nas cadeiras.
Porque a concorrência da Pedra Preta não é o lounge do lado. É o terminal do BTG, o jato particular, a casa do próprio cliente.
O cliente de alta renda não quer uma sala de espera. Quer uma extensão da própria casa.
É uma das melhores leituras de cliente de luxo que um banco brasileiro fez, e que, além de tudo, redefine o que esse público vai exigir de todo mundo daqui pra frente.
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Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.
Na Folhetim, geramos desejo pelas marcas premium e de luxo no consumidor brasileiro de alto valor.
Na Bossa, transformamos marcas em objetos de desejo do topo do mercado.