O francês louco do luxo ataca de novo.
E vai lançar mais um hotel de luxo no Brasil.

Alex Allard ganhou a concessão de 35 anos do Palácio Rio Branco, em Salvador. Vai cravar ali o primeiro seis estrelas da Bahia, dentro do prédio onde funcionou o primeiro Governo-Geral do Brasil desde 1549.

R$ 250 milhões na primeira obra.
90 suítes, três restaurantes, spa internacional, piscina com vista pra Baía de Todos-os-Santos.
Abre em 2028.

Só que esse é apenas o primeiro pedaço de um plano-mestre maior, o Mata Pelourinho, orçado em R$ 2 bilhões pra todo o centro histórico de Salvador. É o mesmo movimento que ele fez em São Paulo com a Cidade Matarazzo (receita projetada entre R$ 1,7 e R$ 1,8 bi em 2026) e vai repetir no Rio com o Mata Maravilha, quatro hotéis na zona portuária, R$ 5 bi.

Três projetos. Uma única tese de marca.

E o mercado entendeu que funciona. Mês passado, a Accor pôs €50 milhões (R$ 293 milhões) na Mata Holding por 20-24% do capital.
O maior grupo hoteleiro do mundo, com seis mil hotéis em 110 países, escolheu virar minoritário de uma empresa brasileira pra ter acesso à plataforma.
Allard fica com a direção criativa, a Accor opera.

E por que isso importa?

Salvador já tem hotelaria de luxo, mas ainda não tinha um seis estrelas com selo internacional cravado no prédio mais simbólico da cidade. Esse é o tipo de operação que faz o brasileiro de alto valor reservar e o gringo colocar a Bahia no roteiro.

E Allard cravou uma lição que ainda não chegou na maioria das marcas premium do país.

Luxo brasileiro nasce quando alguém respeita a cultura local em vez de importar fachada europeia. Foi o que ele fez na Cidade Matarazzo: pedra brasileira, artesão local, paisagismo restaurado da Mata Atlântica.

Vai repetir em Salvador, mantendo o museu público funcionando, restaurando o Memorial dos Governadores, deixando só 27 das 90 suítes dentro do prédio histórico.

É uma operação que, além de tudo, vai puxar pra cima o ticket médio do destino e abrir o mercado de UHNI internacional pra Bahia.

Tem sua loucura, mas funciona.

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Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.
Na Folhetim, geramos desejo pelas marcas premium e de luxo no consumidor brasileiro de alto valor.
Na Bossa, transformamos marcas em objetos de desejo do topo do mercado.