O novo luxo do velho tênis

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Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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O novo luxo do velho tênis.

Tênis sempre foi um esporte de rico.

E agora o mercado inteiro resolveu lembrar disso.

Jogar tênis exige o que poucos têm: tempo, espaço e estrutura.

É um esporte que não cabe em qualquer lugar, literalmente.

Precisa de quadra, professor, equipamento e, quase sempre, de um clube para chamar de seu.

Por isso, historicamente, o tênis sempre foi um marcador social.

No Brasil, ele nunca foi “popular”.

Dos Paulistano ao Harmonia, o som da raquete sempre ecoou entre os mesmos sobrenomes.

Mas algo mudou.

Os Djokos e Nadals nunca deixaram os campeonatos serem boring.

Com o crescimento de nomes como Bia Haddad e João Fonseca, o esporte voltou a ser vitrine por aqui, e as marcas perceberam isso rápido.

O Rio Open bateu recorde de público, movimentou R$170 milhões e somou 40 patrocinadores.

O SP Open, criado este ano, reuniu 33 mil pessoas no Villa-Lobos, com marcas como Claro, Heineken, Prudential e B3.

Até Comandatuba entra no circuito com o Rackets in Paradise, evento que combina tênis, beach tennis e lifestyle de luxo.

E não é só nas quadras profissionais.

No mercado imobiliário, o tênis virou novo símbolo de status.

Condomínios de alto padrão estão abrindo mão de área verde e vagas extras para incluir quadras oficiais com “tennis lounge” e piso fast, o mesmo dos torneios internacionais.

Algumas chegam a ocupar um andar inteiro, como no MAAM, na Paulista, ou sobem para o mezanino, como no Enora, nos Jardins.

O Fasano Tennis Clube, recém inaugurado, têm dez quadras de tênis, seis de padel, três de pickleball (lembram o que falei de destes esportes?) e uma de squash. Junto com wellness e alimentação do Fasano. E tudo isso só para sócios.

Tudo isso porque a raquete, mais do que um esporte, virou código.

Ela representa tempo livre, disciplina, elegância e pertencimento.

E onde há códigos, há desejo.

Para quem quer falar com o público de alta renda, o tênis é hoje uma das arenas mais estratégicas.

Não só pela visibilidade, mas pela simbologia.

No fim, o tênis continua o que sempre foi, um esporte de elite.

A diferença é que, agora, as marcas voltaram a jogar.

E temos por quem torcer.

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Na bossa Consultoria entendemos os hábitos dos consumidores de alto padrão e criamos estratégias efetivas para transformar marcas em objetos de desejo.

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