O Super Bowl ainda é um dos poucos momentos em que 30 segundos de TV
valem milhões e fazem algum sentido.
Mas o mais interessante não está só no intervalo.
Está em como as marcas usam esse palco.
Ontem deu para ver isso em duas frentes.
De um lado, o Bad Bunny, no palco mais americano possível,
cantando em espanhol do começo ao fim.
Nenhuma concessão de idioma,
nenhuma tentativa de “adaptar” o show para agradar mais gente.
Em um país rachado, ele sobe ali como porto-riquenho
e leva a própria narrativa para o centro da tela.
Não se adaptou a nada.. Foi ele, sem concessões… Que marca consegue fazer isso?
Do outro, a Cadillac.
Uma marca centenária, marcada por anos como carro de senhor rico americano,
apresenta seu carro de Fórmula 1 usando o mesmo momento.
Sai da imagem de luxo parado na garagem
para se associar ao esporte mais tecnológico e competitivo do mundo hoje.
Nos dois casos, a lógica é parecida.
Usar um palco gigantesco para reposicionar a conversa:
Bad Bunny reforça poder cultural sem trocar de idioma,
Cadillac tenta trocar “carro de velho” por futuro, desempenho e velocidade.
Saindo de um domingo de entretenimento.
Mostrando como é um teste ao vivo de como marcas e artistas
tentam se reposicionar na cabeça de milhões de pessoas ao mesmo tempo.
Para quem trabalha com marca de alto valor, vale mais essa pergunta
do que “qual foi o melhor comercial”:
Onde está o seu Super Bowl?
Qual é o momento em que você vai aparecer de um jeito mais corajoso
do que aquilo que o mercado já espera de você?
Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.
Na Bossa Consultoria, eu ajudo marcas a escolher palco e narrativa
para falar com o cliente de luxo quando ele realmente está prestando atenção.
#SuperBowl #Branding #Cadillac #BadBunny