Para entrar nos EUA, o Nubank escolheu Miami.
E o estádio do Messi.
São cerca de R$100 milhões por ano para colocar a marca Nu em um estádio de apenas 27 mil lugares. À primeira vista parece caro demais.
Mas o movimento faz sentido.
O Nubank quer crescer em um dos maiores mercados financeiros do mundo. Nos Estados Unidos existem mais de 4.000 bancos, muitos regionais, com experiências digitais bastante diferentes entre si. Esse é justamente o ponto forte da fintech brasileira.
Entrar ali não é simples. Mas também não é impossível para quem sabe onde começar.
A porta escolhida foi a comunidade latina.
São mais de 60 milhões de latinos vivendo nos Estados Unidos. Um público grande, com vínculos culturais com a América Latina e alta adoção de serviços financeiros digitais.
Miami concentra boa parte desse universo.
E o Inter Miami, depois da chegada do Messi, virou um símbolo cultural dessa comunidade.
A MLS está longe de ter o tamanho da NFL, mas vem crescendo constantemente.
Colocar o nome do Nubank no estádio do clube não é apenas uma decisão de mídia.
É posicionar a marca exatamente onde estão a cultura, a comunidade e a atenção.
Antes de disputar o sistema bancário americano inteiro, o banco escolheu um território claro, coisa que muita empresa samba pra fazer…
(Mas não foi a única… é o caminho que o Inter tem usado por lá também).
Grandes expansões quase sempre começam assim.
Primeiro uma comunidade.
Depois o mercado inteiro.
E o desejo vai sendo construído.
E, olhando por esse ângulo, o investimento começa a parecer bem menos absurdo.
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