Para entrar nos EUA, o Nubank escolheu Miami

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
Ver no LinkedIn →

Para entrar nos EUA, o Nubank escolheu Miami.

E o estádio do Messi.

São cerca de R$100 milhões por ano para colocar a marca Nu em um estádio de apenas 27 mil lugares. À primeira vista parece caro demais.

Mas o movimento faz sentido.

O Nubank quer crescer em um dos maiores mercados financeiros do mundo. Nos Estados Unidos existem mais de 4.000 bancos, muitos regionais, com experiências digitais bastante diferentes entre si. Esse é justamente o ponto forte da fintech brasileira.

Entrar ali não é simples. Mas também não é impossível para quem sabe onde começar.

A porta escolhida foi a comunidade latina.

São mais de 60 milhões de latinos vivendo nos Estados Unidos. Um público grande, com vínculos culturais com a América Latina e alta adoção de serviços financeiros digitais.

Miami concentra boa parte desse universo.

E o Inter Miami, depois da chegada do Messi, virou um símbolo cultural dessa comunidade.

A MLS está longe de ter o tamanho da NFL, mas vem crescendo constantemente.

Colocar o nome do Nubank no estádio do clube não é apenas uma decisão de mídia.

É posicionar a marca exatamente onde estão a cultura, a comunidade e a atenção.

Antes de disputar o sistema bancário americano inteiro, o banco escolheu um território claro, coisa que muita empresa samba pra fazer…

(Mas não foi a única… é o caminho que o Inter tem usado por lá também).

Grandes expansões quase sempre começam assim.

Primeiro uma comunidade.

Depois o mercado inteiro.

E o desejo vai sendo construído.

E, olhando por esse ângulo, o investimento começa a parecer bem menos absurdo.

#Branding #Nubank #SportsBusiness #NamingRights #Messi

39 curtidas 2 comentários no LinkedIn

Quer aplicar esses princípios à sua marca?

Fale com a Folhetim →