Você pode aprender mais sobre luxo em uma loja de brinquedos na Água Branca do que em muito shopping

RP
Ricardo Piochi Fundador da Folhetim e da Bossa
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Você pode aprender mais sobre luxo em uma loja de brinquedos na Água Branca do que em muito shopping de São Paulo.

Fui conhecer a Babatchu ontem.

E, sinceramente, saí pensando nisso por horas.

Ali não parece loja.

Parece um lugar onde alguém decidiu levar a ideia até o fim.

1. Começa pela história.

O nome “Babatchu” não veio de branding, agência ou brainstorm. Foi o filho da Carolina que inventou a palavra para dar nome a tudo que vinha da imaginação.

Ela pegou isso e construiu uma loja inteira em cima dessa lógica.

E você sente isso quando entra.

Nada ali está “bonito”. Está coerente.

2. O atendimento é outro nível.

Em um momento, uma criança caiu correndo. Um vendedor foi até ela, pegou um badge que carregava no cinto e entregou como prêmio por coragem.

Pode parecer pequeno, mas não é.

É o tipo de gesto que você espera em um hotel como o Ritz-Carlton.

Ali, acontece no meio da loja, o tempo todo.

Tem muitos vendedores na loja, quase 20 pessoas. Mas não parece excesso. Parece atenção de verdade.

3. Outro ponto que me chamou atenção foi o ambiente.

Cada espaço tem um tema. Fantasia, cozinha, espaço, biblioteca, bichos. Você entra em um, depois em outro, e vai sendo puxado.

Tem textura, som, cheiro.

E tem um café ali dentro que, sem exagero, segura qualquer pai por horas. Macaron, croissant, tudo muito bem feito. E do lado da biblioteca, para você pegar um livro e ler com seu filho.

Aliás, isso explica bastante coisa.

O tempo médio de permanência é alto. As pessoas ficam horas nesse universo mágico.

E quando ficam, a relação muda.

4. Sobre produto, não tem excesso aleatório.

A Carolina Variz, sua fundadora, passou anos escolhendo o que vender antes de abrir a loja.

Hoje são milhares de itens, em um espaço onde tudo pode ser tocado, usado, testado.

Você não entra para comprar.

Você entra para viver aquilo.

E o produto vem depois.

5. O espaço acompanha isso.

São cerca de 800 metros quadrados com áreas construídas para cada tipo de brincadeira: casa na árvore, foguete, sala de faz de conta.

Tudo pensado para a criança se perder ali dentro.

E isso talvez seja o que mais me pega.

A gente fala muito de luxo como estética, acabamento, preço.

Mas, no fundo, é outra coisa.

É quando alguém decide pensar em cada detalhe até o fim.

Mesmo que o cliente tenha 5 anos.

Se você trabalha com varejo, vale a visita.

Tem mais aprendizado ali do que em muita loja que se chama premium.

#branding #babatchu #luxo

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