Você pode aprender mais sobre luxo em uma loja de brinquedos na Água Branca do que em muito shopping de São Paulo.
Fui conhecer a Babatchu ontem.
E, sinceramente, saí pensando nisso por horas.
Ali não parece loja.
Parece um lugar onde alguém decidiu levar a ideia até o fim.
1. Começa pela história.
O nome “Babatchu” não veio de branding, agência ou brainstorm. Foi o filho da Carolina que inventou a palavra para dar nome a tudo que vinha da imaginação.
Ela pegou isso e construiu uma loja inteira em cima dessa lógica.
E você sente isso quando entra.
Nada ali está “bonito”. Está coerente.
2. O atendimento é outro nível.
Em um momento, uma criança caiu correndo. Um vendedor foi até ela, pegou um badge que carregava no cinto e entregou como prêmio por coragem.
Pode parecer pequeno, mas não é.
É o tipo de gesto que você espera em um hotel como o Ritz-Carlton.
Ali, acontece no meio da loja, o tempo todo.
Tem muitos vendedores na loja, quase 20 pessoas. Mas não parece excesso. Parece atenção de verdade.
3. Outro ponto que me chamou atenção foi o ambiente.
Cada espaço tem um tema. Fantasia, cozinha, espaço, biblioteca, bichos. Você entra em um, depois em outro, e vai sendo puxado.
Tem textura, som, cheiro.
E tem um café ali dentro que, sem exagero, segura qualquer pai por horas. Macaron, croissant, tudo muito bem feito. E do lado da biblioteca, para você pegar um livro e ler com seu filho.
Aliás, isso explica bastante coisa.
O tempo médio de permanência é alto. As pessoas ficam horas nesse universo mágico.
E quando ficam, a relação muda.
4. Sobre produto, não tem excesso aleatório.
A Carolina Variz, sua fundadora, passou anos escolhendo o que vender antes de abrir a loja.
Hoje são milhares de itens, em um espaço onde tudo pode ser tocado, usado, testado.
Você não entra para comprar.
Você entra para viver aquilo.
E o produto vem depois.
5. O espaço acompanha isso.
São cerca de 800 metros quadrados com áreas construídas para cada tipo de brincadeira: casa na árvore, foguete, sala de faz de conta.
Tudo pensado para a criança se perder ali dentro.
E isso talvez seja o que mais me pega.
A gente fala muito de luxo como estética, acabamento, preço.
Mas, no fundo, é outra coisa.
É quando alguém decide pensar em cada detalhe até o fim.
Mesmo que o cliente tenha 5 anos.
Se você trabalha com varejo, vale a visita.
Tem mais aprendizado ali do que em muita loja que se chama premium.
#branding #babatchu #luxo