A maior feira de aviação executiva do mundo foi cancelada este ano.
A Ebace acontece em Genebra e, por 24 anos, foi ela que definiu o calendário do setor.
Em 2026 os organizadores jogaram a toalha, e foram honestos sobre o motivo: custo alto, falta de interesse do mercado e risco de segurança do evento.
O berço da aviação executiva ficou sem vitrine e seus clientes, órfãos.
Na mesma semana, a 70 km de São Paulo, aconteceu o oposto.
O Catarina Aviation Show, da JHSF, recebeu 5.600 convidados em quatro dias, com 94 expositores e 540 pousos e decolagens. Mais de US$ 2,5 bilhões em negócios movimentados no interior paulista.
E teve estreia mundial. A Bombardier escolheu São Roque, não Genebra, pra mostrar o Global 8000 pela primeira vez numa feira. US$ 85 milhões, o jato civil mais rápido desde o Concorde, fila de dois anos pra entrega e 2 vendas já realizadas para brasileiros.
Não parou no ar. A Cadillac voltou ao Brasil depois de 70 anos no mesmo evento, a Pagani Arte fez sua estreia no país e a Revo fechou 50 eVTOLs da Embraer por US$ 250 milhões.
Ar, terra e mobilidade urbana dividindo o mesmo hangar.
E aqui, mais um exemplo da inteligência de construção de ecossistema para o topo da JHSF.
O que eles construíram em São Roque é muito maior que um aeroporto.
O que ví foram três dias inteiros da agenda do bilionário brasileiro num lugar só: Catarina, Fasano no catering, supercarros, serviços, produtos para casa, iates, helicópteros, eVTOLs.
O ativo cresceu sem precisar de mais uma pista. A rede virou o produto.
Hoje o Brasil tem a segunda maior frota de jatos executivos do planeta, atrás só dos Estados Unidos.
Enquanto a Europa discute se ainda vale reunir o setor, a gente sediou a estreia que o mundo inteiro queria ver.
É a virada que, além de tudo, mostra onde está sobrando desejo no mercado de luxo brasileiro.
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Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da Bossa.
Na Folhetim, geramos desejo pelas marcas premium e de luxo no consumidor brasileiro de alto valor.
Na Bossa, transformamos marcas em objetos de desejo do topo do mercado.