A invasão silenciosa do brasilcore no verão europeu.
Portofino, Capri, Saint-Tropez viram vitrine das marcas brasileiras de luxo e de desejo.
Esta semana, a PatBO inaugurou uma pop-up em Portofino em parceria com a Modes, uma das plataformas italianas de luxo curado mais respeitadas do circuito europeu.
Loja própria, casa inteira, vitrine PatBO, identidade brasileira.
Os mesmos endereços onde Hermès e Loro Piana montam ativação no verão.
Em paralelo, a FARM Rio anuncia cinco pop-ups novas pro verão do hemisfério norte: Hamptons, Ibiza, Marbella, St. Tropez e Capri.
Somadas à loja sazonal de Mykonos, que reabre todo ano pela demanda.
A Farm fechou 2025 com R$ 1,3 bilhão em receita externa, alta de 21%.
São 18 pontos de venda fora do Brasil. Sete nos EUA, cinco na Europa, mais Dubai, Panamá, Argentina e México.
Colabs com Anthropologie e Barbour.
Alexandre Birman, CEO da Azzas 2154, chama a Farm de "marca de lifestyle global".
Agora, entenda o por que:
A loja sazonal nas costas do Mediterrâneo não vende vestido. Vende a foto.
O brasileiro que aluga villa em Capri, o francês com casa em St. Tropez, o americano que pousa em Mykonos, o chinês de iate em Marbella.
Todo mundo concentrado nas mesmas ruas. Todo mundo postando. Todo mundo no feed um do outro.
O verão europeu é o maior outdoor de marca do mundo.
Por décadas, marca brasileira por lá foi tratada como matéria-prima ou exotismo. Vendíamos algodão, biquíni, estampa tropical pra grife europeia bordar de novo no rótulo dela.
A virada do brasilcore é estrutural.
PatBO em Portofino e Farm em Capri não estão exportando produto solto. Estão exportando linguagem, equipe, identidade visual e curadoria.
E é só o começo.
Quando o verão europeu de 2026 acabar, marcas brasileiras de desejo terão passado a abrir as portas sozinhas.
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Sou Ricardo Piochi, sócio da Folhetim e da bossa.
Na Agência Folhetim, geramos desejo pelas marcas premium e de luxo no consumidor brasileiro de alto valor.
Na bossa Consultoria, transformamos marcas em objetos de desejo do topo do mercado.