A rede Anantara Hotels & Resorts de hotéis de luxo nunca tinha aberto um hotel no Brasil.
Para estrear nas Américas, escolheu uma praia de vento no Ceará.
Não foi Trancoso, não foi Jericoacoara. Foi o Preá, uma antiga vila de pescadores.
A rede nasceu na Tailândia e opera 40 destinos de ultra-luxo, de Veneza às Maldivas.
Poderia ter chegado com a arquitetura "tradicional de hotel 5 estrelas".
Fez o contrário. Segundo o Grupo Carnaúba, pediu um hotel sem "cara de Ásia": queria cara de Ceará.
Uma marca asiática de luxo abrindo mão da própria estética pra falar a língua do desejo local. Isso não é decisão de hotelaria. É leitura de marca.
O que a Anantara leu foi o vento.
O kite virou o esqui do verão: caro, sazonal, movido a equipamento e à contra-estação da Europa.
O Preá tem um dos ventos mais constantes do planeta e virou a Aspen dos Trópicos.
Gringo já chega de Paris e Lisboa.
Por trás do movimento está a XP, do cofundador Julio Capua.
O metro quadrado que custava R$25 na pandemia hoje sustenta um masterplan de R$4 bilhões previstos para a região em 10 anos.
O hotel é uma fração: cerca de R$180 milhões.
Tem um rico brasileiro que não quer mármore. Quer vento, natureza e tempo.
Luxo não é o que impressiona de longe.
É o que o cliente atravessa o mundo pra sentir.
E quem lê esse desejo primeiro molda o mercado. Quem espera vira opção.
---
Sou Ricardo Piochi, sócio da Agência Folhetim e da bossa Consultoria.
Quer falar com o cliente do mármore ou o do vento, fale com a gente!