Uma banana virou uma “Barra Energética Mágica 100% Natural” de US$ 175.
Um abacate virou um “Globo de Vitalidade com Efeito Glow” de US$ 305.

E, honestamente, essa talvez seja uma das campanhas de marketing mais inteligentes do ano até agora.

Porque ela escancara a estratégia mais antiga do marketing:
vender benefício sempre foi mais lucrativo do que vender matéria-prima.

Ninguém vende só hidratante.
Vende juventude.
Autoestima.
Transformação.

E isso fica ainda mais forte no universo premium e de luxo, onde boa parte da compra é emocional.

Você não compra só o produto.
Compra a narrativa em volta dele.

Foi exatamente isso que a The Ordinary resolveu provocar.

Transformou frutas comuns em “produtos premium” usando a mesma lógica de linguagem, embalagem e promessa que a indústria da beleza usa há décadas.

E funciona.
Porque percepção de valor raramente nasce só do produto.

O mais curioso é que a própria The Ordinary cresceu fazendo o contrário.
Enquanto a indústria investia em glamour, eles colocaram os ingredientes na frente.

Niacinamida 10% + Zinco.
Ácido Hialurônico 2% + B5.

Quase uma anti-narrativa.

Só que existe um detalhe importante aqui.
Esse modelo atende muito bem um consumidor que quer racionalizar compra.
Que gosta da sensação de estar fazendo um negócio inteligente.
Mas esse nunca foi o único tipo de cliente.

Sempre vai existir quem queira símbolo.
Encantamento.
História.

E esse cliente não compra só benefício funcional.
Compra desejo.
No fim, o mercado é plural.

Tem espaço para quem vende transparência.
E para quem vende sonho.

O importante é entender qual jogo sua marca quer jogar.

A versão brasileira da ativação acontece entre os dias 11 e 16 de maio, no Mercado Municipal de Pinheiros, em São Paulo e vale uma visita.

Sou Ricardo Piochi. E construo narrativas de marca para produtos que querem atiçar o lado do desejo dos consumidores.